Converso com ela há muito tempo. Raro usamos palavras, somente o olhar. Digo-lhe bom dia, boa tarde ou boa noite. Pergunto-lhe como está. Digo-lhe como é linda. Digo-lhe como a admiro, como a amo. Digo-lhe o quanto desejava tê-la nos braços.
Ela também fala comigo. Diz-me o quão lisonjeada se sente. Diz-me que se sente feliz. Procura-me. Diz-me que também me ama. Mais claramente do que com palavras. Estas podem mentir. O olhar não.
Por vezes temos conversas de circunstância. Mas já tivemos conversas muito longas. Onde apenas dissemos o nosso amor. O que só com o olhar se pode dizer durante tanto tempo. De forma longa, mas não repetitiva. Outras vezes, muitas é certo, desviamos o olhar. Por causa das circunstâncias. Por nos estar interdito amarmo-nos.
Agora ela vai ser mãe e eu já não sei o que pensar das conversas que tivémos. Talvez me tenham mentido os meus olhos, afinal. Agora não pode haver mais conversas e os meus olhos enchem-se de lágrimas.
Votos de Festas felizes!
ResponderEliminarObrigado Francisco. São também os meus votos!
ResponderEliminarNão há nada mais belo do que o 'amor platônico'.
ResponderEliminarGostei, Miguel.
Abraços.
Obrigado Filipe. Belo e doloroso...
ResponderEliminarUm abraço
Olá!
ResponderEliminarGostei muito do teu blog!!
Bom Ano!
Até breve!
Olá Tay,
ResponderEliminarObrigado pela simpatia.
Bom ano!